quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Dirijo-me para casa
Á procura de um verde perdido nos meus olhos
Aquele verde, que em tudo que toca extravasa
A solidão, alegre existente aos molhos.

Farto de sofrer por corações
Volto agora ao extenso mar de preocupações,
Provenientes de ser o único girino simplista,
Descendente deste ventre egoísta.

Venho de um lugar.
deserto de proprias emoções,
Onde até custa respirar,
O ar sujo de boas intenções

Douro!!!!
Deixa-me morrer nas tuas vastas colinas
Enormes, verdes, todas salpicadas de trabalho
Deixa-me correr nas tuas vindimas.
E morrer cansado...

Filipe Guedes

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