quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Destino, destino
Que trouxeste tu a mim?
Um envelhecer despertino,
Ou aquele trago a jasmim?

Que seria eu sem ti?
Livre, perdido, cansado.
Será que ainda estaria por aqui?
A tua espera, sentado.

Destino, destino.
A ti estou rendido,
Não vale a pena mudar,
O que a muito foi perdido.

E de mim,
Que podes tu esperar?
Nada mais que um jazigo,
Que teima em não repouzar.

E agora...
Por aquele dia anseio
Onde o luar se vai embora,
Deixando o meu coração cheio.

Filipe Guedes

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